segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hoje fez-se deserto lá fora e rio em mim.
Rubi, dir-me-ás. Um gesto de compaixão.

Na dor encontro paz e inspiração.
Um renascimento.

Catarse.




Love you as you are.*

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Rasga-se-me o peito
Com um sopro de saudade ardente.
Desejo encostar-te à parede!
Derrubar as tuas vontades!
Sentir as tuas entranhas junto à minha pele!

Grito! E danço freneticamente por dentro.
Este ritual que possui o meu coração de fogo
É só teu e só te deseja.
Essa roupa não te pertence!
Só a tua pele e agora será minha!

Arde! Arde como mil brasas em todo o corpo!
Esta saudade! Este desejo!
E é tão grande que depois do ultimo grito,
Será em simultâneo jazigo e acendalha.

Arggggg, morder-te!
Sou agora este animal que desconheces!
Prender-te-ei com força junto a mim,
Com mesma força que a serpente constritora
Mata a sua presa!

Libertarei de mim,
Esta possessão de desejo quase demoníaca
Em teu corpo.
Sacrifício serás em nome da Paixão e do Amor!

Matar-te-ei nas minhas águas profundas,
Neste fogo que arde latente!!!

Quero-te! E meu serás!

domingo, 3 de abril de 2011

O que são palavras?
São um conjunto de letras organizadas de modo a fazerem sentido em cada língua.
São poderosas e carregam com elas um tremendo significado.

São amontoados de pontos infinitos, materializados por tintas ou píxeis.
São limitações da percepção, uma ferramenta limitada para a espiritualidade ou vulgaridade.

Palavras são um entrave a algo maior.

Perguntarei onde vos dói: no coração.
Perguntarei como é essa dor: é intensa, aqui dentro, mesmo no coração.
Dirvos-ei: isso não é a descrição da dor, estais-me a responder que intensidade tem e onde é.

Palavras não são tudo mas valem muito. O suficiente para olharem para estas combinações de rabiscos e entenderem os meus pensamentos.

Debrucemo-nos sobre o indescritível e não sobre as palavras.
Os maiores poemas são silenciosos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estou cansada.
O peso dos pensamentos são como tijolos de cimento.
Preciso desaparecer na minha mente, caminhar além do que faz sentido e é correcto.
Este corredor de paredes estreitas apertam-me os sentidos...

Preciso de ar.
E de um abraço.

Onde está ele?...

quinta-feira, 17 de março de 2011

O meu coração é invisível.
O silêncio esvoaça pelas minhas veias.
Sou nada.
Olho para lá com olhos de nostalgia de um passado inexistente e com esperança de um futuro negado.
Danço por entre a floresta que me acolhe, sozinha.
O verde dos meus olhos são senão lágrimas das folhas que observo.
As mesmas folhas que inspiram a minha dança solitária.
A terra quente abrasa-me os pés e o choro surge como um vulcão.
Oh... Dança, meu repouso, meu amor...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tenho saudades de estar sozinha...
Sei que não me trairia, que não me testaria de uma forma rude e cruel.
Sei amar-me sozinha e tenho saudades disso...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Por vezes o mundo desaba e tomo consciência, de novo, que não passo de um monte de lixo.

Para me secarem as lágrimas, imagino grandes mãos de anjos que me acolhem em carícias e compreensão.
Os olhos dóem-me de tanto chorar, e numa desistência perante a dor e o afago dos anjos, adormeço e esqueço-me da minha existência por instantes.
Tudo fica negro, nada mais existe. Nem a minha dor.

Dormir é confortável para os conscientes e para os que sofrem.
Se não haverem sonhos, tanto melhor.
Será como não existir. Será um vazio pleno e doce.




...

"One day I'll fly away. Fly... Fly... away..."